terça-feira, 29 de setembro de 2015
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
VALORIZADOS PELO AMOR
Em certa escola, um casal de namorados
conversava debaixo de uma árvore, no intervalo das aulas. A moça pega uma folha
no chão e nela escreve: Eu te amo, depois a entrega ao rapaz. Aquela
folha foi guardada com todo o carinho no caderno daquele rapaz.
Num
sentido, aquela era uma folha como qualquer outra. Não possuía nenhum valor
intrínseco, pois havia milhares de folhas iguais a ela no pátio daquela escola.
Mas, aquela folha era especial, pois tinha um valor extrínseco. Um valor
atribuído. O rapaz atribuía àquela folha
um grande valor. Era um símbolo do amor de sua namorada. Se ele tratasse aquela folha com negligência,
indicaria que não valorizava o amor manifesto nela. O valor da folha não estava nela mesma, mas
no amor expresso através dela.
O evento narrado acima pode ilustrar o
amor de Deus pelo seu povo, conforme lemos
no livro do profeta Isaías 43.1-5.
Mas agora,
assim diz o SENHOR, que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel:
Não temas,
porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu.
Quando
passares pelas águas, eu serei contigo;
quando, pelos
rios, eles não te submergirão;
quando
passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.
Porque eu sou
o SENHOR, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador;
dei o Egito
por teu resgate e a Etiópia e Sebá, por ti.
Visto que
foste precioso aos meus olhos, digno de honra,
e eu te amei,
darei homens por ti e os povos, pela tua vida.
Não temas,
pois, porque sou contigo;
trarei a tua
descendência desde o Oriente
e a ajuntarei
desde o Ocidente.
O
ministério profético de Isaías foi exercido durante os anos 740-680 antes de
Cristo. A primeira parte de seu livro narra as profecias feitas durante a ameaça
do grande império Assírio, e exortam o povo a confiar em Deus e não buscar
refúgio nas alianças idólatras. Esta
parte é concluída com a narração do livramento operado por Deus. Mas também anuncia outra ameaça, a do Império
Babilônico, e afirma que desta vez o povo de Deus sofreria o juízo, pois
recusara arrepender-se e confiar em Deus, apesar de toda graça manifestada por
Ele (Isaías 1-39).
Na segunda
parte do livro (capítulos 40-66) lemos as profecias de conforto. Nesses
capítulos, Isaías fala não apenas à sua geração, mas também à geração que
estaria no cativeiro babilônico. Seu propósito é animar e confortar o povo,
mostrando que, apesar da desobediência deles, Deus restauraria sua sorte e os
traria de volta à terra. Ele quer deixar claro que o cativeiro não fora
resultado do fracasso de Deus em defender o seu povo, nem desinteresse ou falta
de amor da parte d’Ele, mas o cumprimento de seu juízo, há muito anunciado. Mas,
após juízo, haveria salvação.
Israel
sentia-se pequeno, esquecido e desvalorizado, pois estava longe de sua terra, o descendente davídico vencido
e com o templo destruído. Talvez fossem considerados um vermezinho, um povinho sem valor nenhum (Isaías 41.14).
Mas agora
chegara o momento de Deus resgatar o Seu povo. A razão para Ele agir assim era
que este povo tinha valor. E esse valor
era devido ao amor de Deus: Visto
que foste precioso aos meus olhos, digno de honra, e eu te amei. (Isaias 43.4). O valor era causado pelo
amor, e não por algum atributo que o povo tivesse. Na verdade, o contexto
indica que este povo era cego e surdo, pois se negava a atentar e compreender a Palavra de Deus, recusava-se a obedecer e
andar nos caminhos do senhor(Isaías 42.18-25). Mesmo no cativeiro, continuava
sem compreender e obedecer os caminhos da Palavra de Deus. Mesmo assim, tinha valor porque Deus o amava (Isaias 43.8).
O amor de Deus determinava o valor do povo de Israel.
Da mesma
maneira nós, somos pessoas amadas por Deus, por isso temos valor. Nosso valor
advém do amor de Deus. A motivação para Deus enviar Seu Filho e nos salvar,
para Ele cuidar de nós a cada dia, para Ele nos fazer perseverar em Seus
caminhos, não está em nós, mas no próprio Deus, no fato de Ele ter decidido nos
amar (Romanos 8.28-38).
Somos como
folhas, nas quais Deus escreveu com o sangue de Seu Filho: Eu te amo. Por
isso Ele nos guarda perto de Si.
É o seu
amor que nos dá valor.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
O QUE NOS FAZ LEVANTAR E ENFRENTAR O DIA?
Quando estamos
altamente motivados, somos capazes de transcender cansaço, fome e até sede.
Esquecemos temporariamente estas necessidades para nos concentrar naquilo que
nos empolga ao máximo.
Quantas crianças esquecem
o comer e o dormir por causa de um jogo virtual?! E não apenas crianças! Para
os adultos pode ser um livro, um filme, um jogo de futebol, uma conversa com
uma pessoa querida, uma tarefa entusiasmante e outras atrações mais. A verdade
é que, quando estamos envolvidos naquilo de que gostamos, esquecemos até de
nossas necessidades básicas!
Mas quantos de nós
estamos dispostos a passar por cima destas necessidades para realizar a vontade
de Deus?
Após ter
enfrentado uma longa caminhada durante toda a manhã, Jesus estava cansado, com
sede e com fome, pois já passava de meio-dia (João 4.6). Mas Ele superou tudo isso, pois o que de fato
O alimentava era fazer a vontade do Pai e completar a missão que recebera.
Enquanto aguardava
o retorno dos discípulos que tinham ido comprar alimento na cidade, Jesus se
assenta junto ao poço. Eis que chega uma mulher, que tinha uma necessidade
maior do que a de Jesus. Ela tinha uma sede que só a Água viva poderia saciar,
tinha um cansaço que só Aquele que veio chamar os cansados e oprimidos poderia
aliviar, tinha uma fome que só o Pão da vida poderia alimentar. Jesus deixa de
lado sua sede, seu cansaço e sua fome, para cuidar de saciar, aliviar e
alimentar aquela mulher.
Mesmo a conversa
sendo um tanto irritante no início e a mulher um tanto arredia, Jesus não desiste, mas persiste de modo gentil,
mas determinado. A mulher encontra o que seu coração havia
buscado em tantos relacionamentos, mas sem nenhum sucesso. Com sua alma saciada
e com grande alegria, ela esquece seu pote junto ao poço e corre à cidade para
anunciar a outros que havia encontrado a Água viva (João 4.7-30).
Os discípulos de
Jesus haviam voltado com o almoço e o ofereceram a Ele. Ele lhes diz que tem outro alimento para
comer. Os discípulos ficam intrigados, imaginando se alguém lhe teria trazido
comida (João 4.31-33). Então Jesus explica:
"Disse-lhes Jesus: A minha
comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua
obra.” (João
4.34).
Ele sabia qual o
propósito de Sua vida neste mundo e para o que havia sido enviado. Sua maior
fome era cumprir este propósito. A maior razão de suas escolhas e ações não era
satisfazer suas necessidades. Estas eram instrumentais, apenas meios para
alcançar o alvo maior.
Fazer a vontade
d'Aquele que O enviara e completar a Sua obra era o combustível que O fazia
levantar diariamente, enfrentar as oposições e rejeições da vida, partir em
grandes caminhadas, entabular conversas com pessoas rejeitadas e suportar as
incompreensões de seus discípulos.
O que nos satisfaz, alimenta,
empolga, entusiasma e anima? É fazer a vontade de Deus e realizar por completo
a missão recebida d’Ele?
domingo, 8 de março de 2015
UM AVISO DE JESUS PARA UMA IGREJA MORNA
Quantos avisos você já recebeu hoje? Se você é do tipo
conectado deve ter recebido muitos. Há os que chegam pelos meios tradicionais,
como os recados transmitidos pessoalmente, as informações na igreja, bem como
os que chegam pelos meios mais modernos: whatsApp, Facebook, mensagens do
celular, TV, outdoors, entre outros.
Com certeza você não prestou atenção a todos, pois ficaria
soterrado pela avalanche de informações e advertências. É preciso ser seletivo.
Há que se escolher a quais avisos prestar atenção, quais julgamos mais
importantes. Esse julgamento depende de certos interesses e do valor que se dá
a quem está lhe avisando. Como cristãos, os avisos de Cristo devem ter nossa
prioridade.
Ele nos deu vários avisos. Hoje quero destacar um que se
encontra em Apocalipse 3.20, um alerta sobre nossa condição espiritual.
O livro de Apocalipse é uma revelação
dada por Deus ao apóstolo João, a respeito da pessoa e obra do Senhor Jesus.
Escrito primeramente a sete igrejas da Ásia, tinha o objetivo de animar e
alertar os cristãos daquela época, que vivenciavam um momento complicado, pois
tinham que lidar tanto com a perseguição quanto com a sedução do mundo. Como é
comum na revelação bíblica, Deus usa uma situação particular para ensinar
verdades para todo o Seu povo.
Para a Igreja que ficava na cidade
de Laodicéia, Jesus avisa: Eis que estou
à porta e bato. O que significa isso?
Quando observamos o uso de linguagem
semelhante em outros contextos bíblicos, notamos que era um alerta a respeito
da proximidade de uma visita do Senhor Jesus àquela igreja. Esta visita com
certeza ocorreria em Sua segunda vinda, mas também poderia acontecer
antecipadamente, na forma de uma ação de Jesus para disciplinar e repreender.
Em Mateus 24.33, quando Jesus responde à pergunta dos
discípulos sobre sua vinda e o fim do mundo, Ele dá uma série de sinais e
depois avisa que quando eles virem tudo isso, devem saber que está próximo, às portas.
Também em Tiago 5.9, somos alertados a não nos queixarmos uns dos outros, para não
sermos julgados, pois o juiz está às portas. Entendemos que o sentido aqui
é quanto à vida de Jesus, mencionada no verso 8. E em Lucas 12.36, Jesus conta uma parábola
para ensinar sobre a vinda do Filho do Homem. Nela, Ele exorta à vigilância,
comparando-se a um dono de casa que saiu para as festas de casamento e deixou
seus servos esperando. Estes devem estar prontos para quando o senhor bater à porta, eles logo possam abrir.
Comparando os textos acima com o de
Apocalipse, podemos perceber um paralelo. Jesus adverte a igreja de Laodicéia
como o Senhor da casa, que está prestes a voltar. E, tendo voltado, Ele bate à
porta, esperando que os servos da casa estejam prontos e vigilantes para logo
abrirem.
Este sentido parece concordar com
advertências em cartas para outras cinco igrejas. À igreja em Éfeso, ele alerta
sobre uma vinda para mover o candeeiro (Apocalipse 2.5). À Igreja de Pérgamo, a
advertência é que Ele pode vir sem demora e pelejar contra os que estão errados
(Apocalipse 2.16). Os fiéis de Tiatira devem conservar o que têm até que Ele
venha (Apocalipse 2.25). Os de Sardes devem vigiar, pois Ele virá como ladrão,
numa hora inesperada (Apocalipse 3.3). E à igreja em Filadélfia, Ele avisa que
vem sem demora (Apocalipse 3.11).
Devemos lembrar que esta advertência
foi feita para pessoas que pertenciam a uma igreja, não para descrentes que
precisavam ser evangelizados. Na leitura do versículo anterior percebemos que
era para uma igreja amada por Jesus, e por isso estava sendo repreendida. Creio
que o sentido é que o dono da casa, no caso o Senhor da Igreja, está chegando e
batendo na porta, e Ele avisa que é preciso zelo e arrependimento da parte de
seus servos. A resposta é individualizada “Se alguém ouvir...”.
Jesus está à porta e batendo,
estamos ouvindo? Estamos dispostos a abrir através da mudança em nossas vidas?
Porque Jesus mandou este alerta para aquela igreja?
A a razão pode ser resumida em dois problemas que havia na Igreja em Laodicéia: um conceito enganoso de si mesma que produzia um falso senso de segurança e uma negligência e apatia em cumprir sua missão como igreja de Cristo.
A igreja se sentia muito segura de
sua condição espiritual, mas era uma falsa segurança.
Ela se considerava rica e abastada, sem
necessidade nenhuma (Apocalipse 3.17,18).
Provavelmente aquela igreja era financeiramente abastada, pois a cidade
de Laodicéia era rica, com muitos estabelecimentos bancários. Um dos riscos da riqueza é produzir uma
sensação de autossuficiência e segurança. Como ocorreu com o povo de Israel na
época do profeta Oséias (Oséias 12.8). Isso é arrogância, pois, por mais bens
que venhamos a possuir, sempre seremos dependentes de Deus.
A Igreja de Laodicéia
estava enganada a respeito de si mesma. Ela achava que tudo estava bem, mas sua
situação era lastimável. Da perspectiva divina ela era infeliz, miserável,
pobre, cega e nua. A sua abastança era constituída de sua miséria, como alguém
que carregava um pesado fardo.
Era uma igreja carente. Jesus aconselhou aquela igreja a
adquirir ouro, vestes e colírio. A ironia da situação é que a cidade de Laodicéia
se orgulhava de sua riqueza, de sua grande indústria têxtil e de um famoso
remédio para os olhos produzido ali. Mas ela precisava da verdadeira riqueza:
uma fé provada, que vale mais do que ouro (1Pedro 1.7); da roupa que nos guarda
de estarmos nus diante de Deus: os atos de justiça (Apocalipse 19.8); e do
colírio que abre os nossos olhos para as verdades essenciais da vida: evangelho
(Lucas 4.18).
A igreja também era apática, letárgica e indiferente em
cumprir a sua missão. Isso é entendido a
partir do diagnóstico que Jesus declara nos versículos 15 e 16. Ela é chamada
de morna, nem fria e nem quente. Uma das
fraquezas da cidade de Laodicéia era sua carência de água potável. Enquanto as
cidades vizinhas tinham águas uteis: Hierápolis com suas fontes de águas
térmicas e medicinais que serviam para cura e Colossos com suas águas
refrescantes que saciavam a sede, as águas de Laodicéia não serviam nem para
uma coisa nem para outra, pois continham certos minérios que as deixavam mornas
e rejeitadas com nojo pelos sedentos.
Eram águas inúteis. Assim também era a vida da
igreja. Embora a interpretação popularesca deste versículo entenda que quente
se refere a alguém que tem uma fé firme,
frio àquele que não crê e morno
seria quem fica no meio termo. Não é isso que Jesus quer dizer. Pois com
certeza, Ele não prefere descrentes aos de uma fé vacilante.
O que Jesus
está transmitindo é que aquela igreja havia se tornando indiferente ao seu
estado e missão espiritual. O tempo e as condições de abastança material tinham
deixado a igreja acomodada, apática e sem utilidade no Reino de Deus. Ela nem fornecia cura para os
espiritualmente enfermos, nem refrigério para os espiritualmente cansados. Uma
igreja morna é aquela que perdeu sua influencia no mundo.
Deus estava
profundamente desgostoso com esta igreja, com nojo dela, a ponto de vomitá-la.
Por isso o aviso para o zelo e arrependimento. Era necessário prestar atenção
ao amor disciplinador de Jesus.
Quando alguém
bate em nossa porta duas situações podem nos impedir de abrir: não ouvir a
pessoa batendo, por estarmos entretidos demais com outras coisas; e a outra é,
ouvirmos mas não abrimos porque não
queremos ser incomodados. Se agirmos assim com o aviso de Jesus perderemos as
bênçãos eternas.
É preciso ouvir
a voz de Jesus, deixar de lado nosso senso de autossuficiência e reconhecer seu
chamado e sua repreensão. E ouvindo este chamado, é necessário sair do
comodismo e apatia, levantar-se para abrir a porta. Só assim desfrutaremos a
comunhão que começa agora, depois se intensifica e se perpetua por toda
eternidade (João 14.23; Lucas 22.30). Porque Ele está às portas.
Assinar:
Postagens (Atom)
O VALOR DE LER LIVROS
A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea. Essa mudança, ali...
-
Mais um ano se inicia, e nos perguntamos o que 2026 nos reserva. Gostaríamos de afirmar com certeza que teremos tempos bons, mas a inc...
-
A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea. Essa mudança, ali...
-
Certa ocasião levei meu carro para consertar o pneu. Enquanto observava o borracheiro tirar o pneu da roda, o martelo de borracha que ele ...
