sábado, 14 de março de 2009

A BÍBLIA, UM ALIMENTO SABOROSO



Uma das dificuldades que enfrentamos na alimentação é conseguir alimentos saudáveis e ao mesmo tempo saborosos. Nem sempre é fácil unir nutrição com sabor. Geralmente os alimentos nutritivos não são gostosos, e a comida que achamos agradável ao paladar normalmente faz mal ou engorda. Este problema também ocorre na alimentação da alma. Nem sempre o atrativo é saudável ao coração. Quantas vezes enchemos nosso espírito com o que gostamos, mas ficamos fracos e doentes porque aquele alimento não era salutar. Teremos uma tristeza eterna, se o que comemos para a alma não nos alimentou para o céu.

Este problema não ocorre para aqueles que alimentam sua alma com a Bíblia. Eles têm tanto um alimento nutritivo como saboroso.

Um dos alimentos considerados mais agradáveis ao paladar na época em que a Bíblia foi escrita era o mel. Tanto é que, para descrever a terra de Canaã como uma terra farta é agradável era usada a expressão “terra que mana leite e mel (Ex 3.8, e mais 16 vezes). O mel era considerado um dos produtos mais preciosos da terra (Gn 43.11; Jr 41.8), pois como não havia açúcar, ele era o principal adoçante. Por isso era dado como presente (2 Sm 17.29; 1 Rs 14.3), e tido como equivalente ao melhor trigo (Sl 81.16; Ez 16.13).

Claramente é afirmado que o mel é um alimento saudável e gostoso (Pv 24.13). O mel, além de saboroso e valioso, era nutritivo. Uma vez, Jonâtas, filho do rei Saul e comandante do exército de Israel, estava já a desfalecer na guerra, quando tomou mel e comeu , diz que seus olhos brilharam, isto é, suas forças foram refeitas (1 Sm 14.27,29).

Várias coisas agradáveis eram comparadas ao mel: o maná tinha sabor de bolos de mel (Ex 16.31); as bênçãos de Deus para Israel ( Dt 32.13); o amor conjugal (Ct 4.11; 5.1) palavras agradáveis (Pv 16.24); e a vida quando a terra for restaurada (Is 7.22). A Bíblia também é comparada ao mel. Falando da Palavra de Deus o salmo 19.10 diz: São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos.

Para o salmista a Bíblia era mais doce, mais saborosa, do que o mel, e do que aquilo que escorria dos favos. Para ele, a Palavra de Deus era um deleite, era como deliciar-se com um manjar. Num outro salmo (119.103) é dito Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca. Ele se dirige a Deus falando de quão prazerosa era a Palavra Dele. Muito mais do que um alimento agradável e suave. O termo “doce” significa algo que deixamos escorrer pela garganta para desfrutar mais do seu sabor.

O profeta Ezequiel também testemunha a mesma coisa (Ez 3.3) E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel. A palavra que Deus deu para Ezequiel tinha o propósito de nutri-lo, mas também era muito apetitosa em sua boca.

Outro profeta que testemunha o sabor da Palavra de Deus é Jeremias: Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos (Jeremias 15.16). Para ele a Bíblia era alimento que alegra a alma. Semelhante a participar de um banquete onde tanto a boa comida como a boa companhia nos alegra.

O conselho dado em Pv 24.13 e 14 é: Filho meu, saboreia o mel, porque é saudável, e o favo, porque é doce ao teu paladar. Então, sabe que assim é a sabedoria para a tua alma; se a achares, haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança. A sabedoria é comparada ao mel, que é doce e nutritivo. E esta sabedoria é encontrada na Palavra de Deus. Pois é o testemunho do Senhor que dá sabedoria ao simples (Sl 19.7). O próprio Senhor Jesus Cristo disse que a Sua Palavra produzia vida O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida. (Jo 6.63).

Algumas vezes este alimento doce há de produzir um efeito amargo, corrigindo nossas vidas, e levando-nos a advertir as pessoas sobre o juízo de Deus, como aconteceu com João em Ap 10.9, Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. A palavra era doce para João, pois lhe trazia o conforto de ver o plano de Deus sendo cumprido, mas seria amarga para aqueles que teriam sobre si o juízo de Deus, por terem rejeitado esta palavra.

Para nutrirmos nossa alma precisamos da Palavra de Deus, ela é a nossa vida (Dt 32.47), não há outro alimento que possa dar vida (Jo 6.68). E é bom saber que este alimento também é doce, é saboroso, podemos degustá-lo com prazer. Mas para que este alimento produza os efeitos é preciso ser comido e apreciado.

6 comentários:

Marcos Aurélio Melo disse...

Os ensinos bíblicos são doces ao paladar, e trazem muita alegria ao coração.
Fico impressionado com a enorme variedade de "sabores" que encontramos na Palavra.
Um abraço.

Parabéns por esta abordagem.

fatima disse...

È muito bom saber quais os alimentos que produzem qualidade ao nosso organismo, pois muitas vezes o sujamos com o que parece bom aos olhos e ao paladar, aliás os enganos dos olhos precisam de uma vigilância dobrada,sendo assim nosso espírito não é diferente, mas a Bíblia nos dirige sem enganos, assim estejamos em sintonia, nunca refletiremos cara feias , cara de fome, mas sim uma formossura que só esta palavra contém.
agradeço pelas palavras sempre de incentivo que sempre nos motivam a observar e principalmente aplicar em nossas vidas.Fique com Deus.

isaias disse...

Esta é uma doce palavra. Eu comi e na boca mera doce como mel Ez3:3. Jeremias, sofrendo com o frio e fome por causa da sua fidelidade a Deus descobriu o conforto que vem ao alimentar-se na Palavra de Deus. Jr 15:16.
Parabéns Pastor e graças a Deus por suas palavras.

Arnaldo Ribeiro disse...

REVELAÇÃO / EXORTAÇÃO:
Urge propagarmos na terra, a certeza de que Jesus Cristo ja vive agindo entre nós, espargindo a luz do saber, criando Irmãos espirituais, e a nova era Cristã. Eu não minto, e a Espiritualidade que esperava pela sua volta, pode comprovar que digo a verdade. Por princípio, basta recompormos as 77 letras e os 5 sinais que compõem o titulo do 1º. livro bíblico, assim: O PRIMEIRO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO GÊNESIS: A CRIAÇÃO DOS CÉUS E DA TERRA E DE TUDO O QUE NÊLES HÁ: Agora, pois, todos podem ver que: HÁ UM HOMEM LENDO AS VERDADES DO SEU ESPÍRITO: ÊLE É O GÊNIO CRIADOR QUE CRIA ESSA AÇÃO DE CRISTO. (LC.15.28) E cumpriu-se a escritura que diz: (JB.14.17) O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem conhece, vós o conheceis, porque Ele habita convosco e estará em vós. Regozijemo-nos ante a presença do Nosso Senhor, e façamos jus ao poder que o Filho do Homem traz às Almas Justas, para a formação da verdadeira Cristandade.

(MT.26.24) – O FILHO DO HOMEM VAI, COMO ESTÁ ESCRITO A SEU RESPEITO, MAS AI DAQUELE POR INTERMÉDIO DE QUEM O FILHO DO HOMEM ESTÁ SENDO TRAIDO! MELHOR LHE FORA NÃO HAVER NASCIDO.

E, ao recompormos as 130 letras e os 7 sinais que compõem esse texto, todos já podem ler, saber e entender quem é o Filho do Homem.

E O FILHO DO HOMEM É O ESPÍRITO QUE TESTA AS ALMAS DO HOMEM E DA MULHER, NA VERDADE DO SENHOR, COMO CRISTO: E EIS A PROVA QUE O FILHO DO HOMEM FOI TREINADO NA LEI CRISTÃ

(MC.14.41) – CHEGOU A HORA, O FILHO DO HOMEM ESTÁ SENDO ENTREGUE NAS MÃOS DOS PECADORES. E hoje, quem quiser interagir com o Filho do Homem, deve buscar “A Bibliogênese de Israel”, que já está disponível na internet. E quem não quiser, pode continuar vivendo de esperança vã, assistindo passivamente a agonia da vida terrena, à par da auto-destruição do nosso planeta... .

Luciana Mira disse...

Amei! Eu estou lendo o Livro de provérbios e vi alguns versículos falando sobre o mel e fiquei pensando qual seria o mistério por detrás do mel. hehehe.. Muito bom artigo, respondeu a mim. Que Deus te abençõe!

Beijos!

S.F.Fuji San disse...

A bíblia deve ser lida, não mítica ou misticamente, sim organicamente;
Para que seja produzido em nós, o mel, o deleite espiritual, é necessário que provemos o amargo, o que nos dói...

Muito bom!