domingo, 5 de dezembro de 2010

MASSADA


As fotos ao lado mostram um dos pontos turísticos muito visitados em Israel: Massada. Fica no deserto ao sul do país. É um monte rochoso, de topo achatado, que se eleva a cerca de 400 metros do deserto, rodeado por profundos desfiladeiros.

Tem a forma ovalada, e cerca de 200 metros de comprimento por 60 de largura. Nos tempos bíblicos só havia duas maneiras de chegar ali. Uma vereda de 6 km de extensão, tão estreito que a pessoa tinha exatamente que colocar um pé à frente do outro, chamado “caminho da cobra”, e outro caminho guarnecido por um forte a 450 metros de altura.

Neste lugar foi construída uma fortificação militar. Quando Herodes, o Grande (37 a.C.-4 a.C. o mesmo que mandou matar as crianças de Belém), foi imposto como rei da Judéia, por causa de sua paranóia por segurança, queria um local para onde fugir se fosse ameaçado. Encontrou em Massada um refúgio natural. Por isso reforçou e ampliou as construções do local, tornando-a um lugar quase impossível de ser conquistado. É de admirar o tamanho dos depósitos e cisternas, e o luxo do palácio, casas de banho, saunas, etc. Ele nunca precisou fugir por ameaças, mas o local lhe serviu para descansar.

Setenta anos depois dele, um grupo de judeus, denominado “zelotes”, fez de Massada a última resistência judaica contra as forças romanas. O primeiro grupo de ficou ali por quatro anos, por conta do estoque de alimento, o sistema de coleta e armazenamento de água construído por Herodes. Depois da tomada de Jerusalém outros judeus fugiram para o local, formando uma população de perto de mil pessoas, que ainda resistiu por mais três anos.

Nos dois últimos anos, o exército romano acampou 15 mil pessoas para derrotar Massada. Construindo uma longa rampa (ainda hoje há restos dela), conseguiram chegar ao cume. Mas os judeus que lá estavam preferiram o suicídio a serem presos pelos romanos. Apenas duas mulheres e cinco crianças sobreviveram, por terem se escondido nas cisternas. Hoje, chega-se ao topo por um teleférico, lá os soldados israelenses fazem seu juramento.

O local recebeu este nome porque era extremamente seguro, aparentemente inexpugnável. A palavra “Massada” em hebraico, indica um lugar forte, onde alguém poderia estar refugiado dos perigos e ameaças. Geralmente lugares altos, em rochas e penhas, inalcançáveis pelos perigos de baixo (Jó 39.28), sendo comparado a uma rocha (Sl 71.3). Em nossas versões da Bíblia recebeu a tradução de: “fortaleza”, “cidadela”, “lugar seguro” , “baluarte”, entre outras.

Quando Davi foi perseguido por Saul, buscou lugares seguros para se proteger (1 Sm 22.4; 24.22). Quando teve que enfrentar os filisteus ele também ficou protegido em fortalezas (2 Sm 5.17; 23.14). Ele fez questão de conquistar Jerusalém, pois era um lugar central e seguro para o seu reino (2 Sm 5.7,9).

Mas ele aprendeu que não há lugar definitivamente seguro, a não ser no SENHOR. Ele foi aconselhado pelo profeta Gade a fugir de um destes lugares (1 Sm 22.5). Algumas vezes o lugar seguro se torna uma armadilha ou rede, de onde a pessoa não pode fugir. Por isso a palavra “massada” foi traduzida assim algumas vezes (Jó 19.6; Sl 66.11).

Davi fez questão de proclamar que só Deus é a cidadela segura (2 Sm 22.2; Sl 18.2), o único lugar forte que realmente salvava (Sl 31.2,3), a única fortaleza na qual confiava (Sl 144.2). Ele também experimentou a verdade de que com Deus, as cidadelas do mundo podem ser conquistadas, por mais força que aparentem (1 Cro 11.5).

Sem Deus, os lugares que parecem ser seguros podem se tornar uma rede onde seremos enlaçados e destruídos.

Massada serviu de fortaleza para os judeus, mas depois se tornou uma armadilha, os que estavam lá morreram presos no local que julgavam seguro. Mas aqueles que estão em Deus, que fazem Dele o seu baluarte, estarão sempre livres para desfrutar da segurança e descanso que Ele dá (Sl 91.1,2). E conquistarão as fortalezas que surgirem em seus caminhos (Mt 16.18). Seja Deus o nosso lugar seguro!

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