sábado, 6 de fevereiro de 2016

A VIDA É DIFERENTE DAS NOSSAS EXPECTATIVAS

           
 A vida nem sempre acontece de acordo com as nossas expectativas. Uma verdade nem sempre aceita e que precisa ser lembrada constantemente. Recentemente, ela me foi recordada numa pregação feita por um pastor mais experiente. 
Sempre que iniciamos um projeto ou uma nova fase na vida, acreditamos que tudo ocorrerá da forma sonhada, que as realizações serão exatamente como foram planejadas. Quando começamos um empreendimento, quase sempre não levamos em conta que imprevistos ocorrerão. Casamos acreditando que a vida familiar será exatamente como idealizada. Iniciamos em um novo emprego, minimizando as expectativas de possíveis dificuldades. E assim por diante.
            Mas, a vida sempre tem um jeito de se mostrar diferente daquilo que esperávamos.  Por isso, saber que nossas expectativas podem ser frustradas é reconhecer que a realidade sonhada e os planos feitos podem sofrer certos desvios na hora de sua execução. Ignorar isso é candidatar-se a uma vida de frustração. Aceitar é sinal de maturidade.  
            Muitas desistências no decorrer de grandes empreitadas podem ser atribuídas ao fato dessa verdade não ter sido levada a sério.
            Não temos o controle total da nossa vida nem das circunstâncias que a determinam.
         As Escrituras nos advertem quanto a isso. Em Tiago 4.13-15 somos lembrados de que nossa vida é frágil demais, que ela é como uma neblina passageira, que não temos condições de garantir a realização de nossos planos e que a execução do planejado depende da vontade de Deus. 

Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo”.

O livro de Provérbios mostra que planejar é uma atitude sábia, mas que a realização dos planos depende da vontade de Deus: "O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR"(Provérbios 16.1; veja também Pv 20.18; 21.5). 
Tanto o sábio autor de Provérbios, como o profeta Jeremias, nos ensinam que a direção de nossos caminhos não está em nossas mãos. "Eu sei, ó SENHOR, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos". (Jeremias 10.23, veja também Provérbios 20.24).
            O apóstolo Paulo passou por isso. Ele tentou visitar os irmãos de Tessalônica duas vezes, para fortalecê-los na fé, mas não lhe foi permitido (1 Tessalonicenses 2.18). Também tinha planos de se encontrar com Timóteo dentro de breve tempo, mas percebeu que isso poderia demorar (1 Timóteo 3.14,15). Noutra ocasião clamou a Deus para livrá-lo de certo sofrimento, mas a resposta de Deus foi um soberano não (2 Coríntios 12.7-9).
            Nem sempre a vida transcorre como esperamos. Para aquele que segue a Deus essa verdade não é desesperadora, mas confortadora. Ele sabe que Deus está no controle de todas as coisas, que tem o Seu trono estabelecido nos céus, acima de qualquer contingência e acidente, e que Seus olhos fazem uma varredura em toda a terra (Salmo 103.19; Provérbios 15.3). Jesus ensinou que nenhum pardal cai sem que isso esteja de acordo com a vontade do Pai celestial e que até os nossos fios de cabelos estão contados por Deus (Mateus 10.29,30).
            O fiel a Jesus Cristo crê que os planos d’Ele são planos bons, e que a Sua vontade é boa, perfeita e agradável (Jeremias 29.11; Romanos 12.2). Continua confiando e obedecendo mesmo quando vê que suas expectativas não estão se cumprindo e não entende o porquê (Daniel 3.17,18). Persevera dependendo da misericórdia de Deus (Lamentações 3.25-27). No abatimento, ele chama sua alma para uma conversa e a convoca a esperar em Deus (Salmo 43.5). 
            Para quem crê em Cristo, o caminho pode até conter tristezas, mas o final será feliz (Romanos 8.18). Os contratempos são por breve tempo, e estão dentro do tempo de Deus, com o objetivo de tirar de tempo tudo aquilo que não coopera para aperfeiçoar nossa fé (1 Pedro 1.6,7).
Se a vida não acontece de acordo com nossas expectativas, o problema não está com a vida, nem com o plano de Deus, mas com nossas expectativas. Com certeza elas não se encaixaram com as de Deus.

É parte de Seu plano sofrermos certas decepções, para nosso amadurecimento, aprendendo a ter como expectativa a vontade d'Ele. E Ele, como Pai amoroso, continuará guiando-nos para que tudo coopere para o nosso bem, para sermos semelhantes a Seu Filho Jesus, e assim, realizados e felizes para sempre!

            No final de tudo, quando olharmos para trás, poderemos dizer: Ufa!Ainda bem que a minha vida não transcorreu de acordo com as minhas expectativas!