segunda-feira, 7 de julho de 2008

Amor Total – 1a parte

Qual o maior dos mandamentos? Esta pergunta foi feita em duas ocasiões a Jesus. Em ambas por pessoas que queriam pega-Lo em um erro. Em uma das vezes Jesus respondeu com outra pergunta: O que está escrito na lei? E o questionador respondeu citando Deut 6.5. Jesus disse que ele havia acertado na resposta (Lc 10.25-28). Na outra vez é o próprio Jesus que cita a mesma passagem. Jesus claramente ensinou que este era o grande e principal dos mandamentos (Mt 22.35-38; Mc 12.28-30).
Todos nós sabemos este mandamento: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda a tua alma e de toda o teu entendimento. Mas devemos notar que o mandamento não apenas indica que devemos amar a Deus, mas amar a Deus de todo coração, de toda a alma, e de toda a força.
Os termos “coração e alma” aqui (como nas várias vezes que aparecem juntos no livro de Deuteronômio), não se referem à partes distintas da personalidade humana, mas ressaltam que o amor para com Deus deve envolver a totalidade do ser da pessoa, seu pensamento, suas emoções e sua vontade. Amar de todo coração e alma é amar com todo o ser, com tudo que a pessoa é.
“Amar com toda tua força” é amar com toda a intensidade, poder, energia, recursos, que a pessoa tem. É amar de forma abundante e extrema. É amar de forma devotada e total. Devemos a amar a Deus com todo nosso tempo, toda nossa influência, todos os nossos recursos, todos os nossos relacionamentos, enfim, com tudo que somos e temos.
Porque Deus deve ser amado assim? A razão aparece em Deut 6.4. O SENHOR nosso Deus é UM SENHOR. Duas idéias se destacam nesta afirmação. A de unidade, o SENHOR é um só. A divindade não é composta de vários deuses. A segunda idéia é singularidade, só há um Deus, Ele é o SENHOR. Não há outro deus, apenas o SENHOR. Além da razão, temos aqui a possibilidade para que amemos a Deus com a intensidade exigida. É possível amar a Deus porque Ele é único nesta categoria. O politeísmo dificulta este tipo de amor. Não é possível amar vários deuses com toda a intensidade do nosso ser. Um seria mais amado do que outro. Seria um amor dividido. Nosso Deus nem é dividido (vários deuses), nem divide sua posição com outros na situação de primeiro. Ele é o único primeiro. Já que o SENHOR é um Deus só e único, temos que amá-Lo com toda a intensidade de nosso ser, abrangendo com toda força aquilo que somos.
Não seria esta uma exigência grande demais? Em Deut 10.12, depois de relembrar a desobediência de Israel, no caso do bezerro de ouro, e o perdão de Deus, Moisés diz que, diante do que Deus fez, Ele apenas pede isto: que Israel o amasse de todo coração e alma. A exigência pode parecer grande, mas diante do que Deus havia feito, era um pedido pequeno. Quando pensamos bem, este pedido de Deus não é nada diante de tudo que Deus tem feito por nós, especialmente diante de quanto nos tem perdoado.
Deus não deve apenas ser amado na prioridade certa, como o primeiro e maior amor da nossa vida, mas também com a intensidade certa: toda a força do nosso ser. Da mesma forma que nosso amor pode desonrar a Deus se nós não o amarmos acima de qualquer outro amor, nosso amor também não honrará a Deus se não for com a intensidade de todo nosso ser.

Um comentário:

Marcos Aurélio disse...

Pastor Almir,
O Senhor DEUS tem abençoado ricamente a sua vida, ao longo dos anos...

Creio que o amor que tem a Deus reflete-se nos textos que escreve e nos sermões que prega.

um abraço,
marcos de Petrolina-PE