quarta-feira, 23 de julho de 2008

Maioridade em que?

No Brasil há pelo menos três tipos de maioridade: a política, que a pessoa entra quando completa 16 anos, a criminal, quando completa 18, e a civil, quando faz 21 anos. Mas, há outra maioridade que precisamos: a maioridade do amor a Deus. Existimos para glorificar a Deus, esta é nossa razão de existência, nossa missão. Glorificaremos a Deus se O amarmos do modo como Ele deve ser amado.
Nós podemos amar a alguém, e ainda assim não honrar aquela pessoa com nosso amor. Um homem que ama sua esposa no mesmo patamar que ama suas colegas de trabalho não estará honrando sua esposa. Por ser sua esposa, ela merece ser amada acima do amor que ele tem para com outras mulheres. Uma mulher que ama seu filho na mesma ordem que ama seu animal de estimação estará desonrando seu filho com este tipo de amor. Por ser filho, e por ser humano, ele deve ser amado bem mais do que um animal de estimação.
Deus é glorificado quando é amado acima de todos os outros amores. O Senhor Jesus disse que o amar a Deus é o maior dos mandamentos (Mt 22.36,37 Mc 12.30; Lc 10.27). Não amar a Deus acima de todos os outros amores é cometer o maior dos pecados.
Não somos proibidos de amar outras pessoas e coisas. Mas devemos amar a Deus acima de tudo. Jesus disse que quem ama qualquer outra pessoa mais do ama a Ele não está dando o devido valor a Ele (Mt 10.37). Amor e valor estão ligados, já que valor é a importância, estima ou consideração que damos a determinada coisa ou pessoa. Amamos aquilo que valorizamos. Quando amamos alguém mais do que amamos a Deus estamos mostrando que esta pessoa tem mais valor para nós do que Deus. De fato estamos fazendo daquela pessoa o nosso deus, e cometemos idolatria.
Teremos nossa maioridade quando compreendermos que Deus é nosso maior tesouro, e estivermos dispostos a perder tudo para não perder seu amor (Mt 13.44-46).
Esta maioridade não é uma conquista de uma única vez. Mas algo que se mantém a cada dia. Nesta caminhada devemos estar alertas aos outros amores, que são lícitos, mas que tentam ocupar uma posição ilícita, a de primeiro lugar em nossas vidas. É muito fácil um outro amor se insinuar em nossa vida, e com o tempo ocupar o lugar que deve ser de Deus. O amor à família, a si mesmo, à igreja, o amor à comunhão com os irmãos, o amor ao serviço, o amor ao crescimento, o amor ao louvor, o amor às pregações, o amor ao local, etc. Todos estes amores, que são bons, devem ser colocados na ordem certa, abaixo do amor a Deus.
Seremos de fato pessoas plenas quando amarmos a Deus acima de qualquer outro amor, inclusive acima do amor a nós mesmos. Quando proclamarmos como o rei Davi: Digo ao SENHOR: Tu és o meu Senhor, outro bem não possuo, senão a ti somente. (Salmo 16.2).

3 comentários:

Diego dy Carlos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Diego dy Carlos disse...

A maior das idolatrias ergue seu altar no coração. É o que acontece quando damos a outro o amor devido somente a Deus.

Não sei até que ponto nossas igrejas são culpadas por não tornar em clara a ordem de valores da vida. Será que não somos acostumados a servir mais que adorar? Algo semelhante ao que ocorreu com Marta.

Corre-se o risco de se adorar a Deus sem conhecê-lo com aquela intimidade que só a oração secreta, a leitura bíblica acompanhada de meditação e a piedade íntegra podem proporcionar. E estas coisas são motivadas pelo amor a Ele, o qual gera gratidão e, por consequência, obediência voluntária.

Penso que tudo começa e se desenvolve a partir do primeiro e grande mandamento.

Polêmica disse...

Deus deu a vida de seu próprio filho por amor à nós, com este exemplo Ele pôde nos ensinar o que é amar acima de tudo. Devemos amar a Deus assim, da mesma forma que Ele nos amou, devemos amá-lo à ponto de sentir que Deus é mais importante que a vida de nossos próprios filhos!!!