quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Compartilhando leituras: O contexto de "orar sem cessar"


Perdemos preciosos ensinos da Palavra de Deus por não considerar o contexto das frases.

John Piper, no livro Quando não desejo Deus, levou-me a apreciar com mais gosto a "Orai sem cessar" (1 Ts 5.17), mostrando que ela flui dentro de um contexto de exortações para admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos, ser longânimo com todos. Evitar retribuir o mal com o mal, fazer o bem a todos, alegrar-se sempre, em tudo ser grato. É uma lista de exortações tremendamente difícil de ser cumprida, e que algumas vezes fazemos apenas por obrigação, deixando de lado a alegria e a gratidão.

Citando o livro:

Os "preguiçosos" irritam você; os "desanimados" dependem de você; os "fracos" esgotam você. Contundo, você foi chamado para encorajar, ajudar, ser paciente e não retribuir mal por mal. Em outras palavras, você foi chamado para ter recursos espirituais sólidos, produtivos e sustentadores quando outros são preguiçosos, desanimados e fracos.(Pg . 150)

Como fazer tudo isso, e ainda ser alegre e grato? Onde encontrar forças para isso? ORANDO SEM CESSAR.

domingo, 5 de dezembro de 2010

MASSADA


As fotos ao lado mostram um dos pontos turísticos muito visitados em Israel: Massada. Fica no deserto ao sul do país. É um monte rochoso, de topo achatado, que se eleva a cerca de 400 metros do deserto, rodeado por profundos desfiladeiros.

Tem a forma ovalada, e cerca de 200 metros de comprimento por 60 de largura. Nos tempos bíblicos só havia duas maneiras de chegar ali. Uma vereda de 6 km de extensão, tão estreito que a pessoa tinha exatamente que colocar um pé à frente do outro, chamado “caminho da cobra”, e outro caminho guarnecido por um forte a 450 metros de altura.

Neste lugar foi construída uma fortificação militar. Quando Herodes, o Grande (37 a.C.-4 a.C. o mesmo que mandou matar as crianças de Belém), foi imposto como rei da Judéia, por causa de sua paranóia por segurança, queria um local para onde fugir se fosse ameaçado. Encontrou em Massada um refúgio natural. Por isso reforçou e ampliou as construções do local, tornando-a um lugar quase impossível de ser conquistado. É de admirar o tamanho dos depósitos e cisternas, e o luxo do palácio, casas de banho, saunas, etc. Ele nunca precisou fugir por ameaças, mas o local lhe serviu para descansar.

Setenta anos depois dele, um grupo de judeus, denominado “zelotes”, fez de Massada a última resistência judaica contra as forças romanas. O primeiro grupo de ficou ali por quatro anos, por conta do estoque de alimento, o sistema de coleta e armazenamento de água construído por Herodes. Depois da tomada de Jerusalém outros judeus fugiram para o local, formando uma população de perto de mil pessoas, que ainda resistiu por mais três anos.

Nos dois últimos anos, o exército romano acampou 15 mil pessoas para derrotar Massada. Construindo uma longa rampa (ainda hoje há restos dela), conseguiram chegar ao cume. Mas os judeus que lá estavam preferiram o suicídio a serem presos pelos romanos. Apenas duas mulheres e cinco crianças sobreviveram, por terem se escondido nas cisternas. Hoje, chega-se ao topo por um teleférico, lá os soldados israelenses fazem seu juramento.

O local recebeu este nome porque era extremamente seguro, aparentemente inexpugnável. A palavra “Massada” em hebraico, indica um lugar forte, onde alguém poderia estar refugiado dos perigos e ameaças. Geralmente lugares altos, em rochas e penhas, inalcançáveis pelos perigos de baixo (Jó 39.28), sendo comparado a uma rocha (Sl 71.3). Em nossas versões da Bíblia recebeu a tradução de: “fortaleza”, “cidadela”, “lugar seguro” , “baluarte”, entre outras.

Quando Davi foi perseguido por Saul, buscou lugares seguros para se proteger (1 Sm 22.4; 24.22). Quando teve que enfrentar os filisteus ele também ficou protegido em fortalezas (2 Sm 5.17; 23.14). Ele fez questão de conquistar Jerusalém, pois era um lugar central e seguro para o seu reino (2 Sm 5.7,9).

Mas ele aprendeu que não há lugar definitivamente seguro, a não ser no SENHOR. Ele foi aconselhado pelo profeta Gade a fugir de um destes lugares (1 Sm 22.5). Algumas vezes o lugar seguro se torna uma armadilha ou rede, de onde a pessoa não pode fugir. Por isso a palavra “massada” foi traduzida assim algumas vezes (Jó 19.6; Sl 66.11).

Davi fez questão de proclamar que só Deus é a cidadela segura (2 Sm 22.2; Sl 18.2), o único lugar forte que realmente salvava (Sl 31.2,3), a única fortaleza na qual confiava (Sl 144.2). Ele também experimentou a verdade de que com Deus, as cidadelas do mundo podem ser conquistadas, por mais força que aparentem (1 Cro 11.5).

Sem Deus, os lugares que parecem ser seguros podem se tornar uma rede onde seremos enlaçados e destruídos.

Massada serviu de fortaleza para os judeus, mas depois se tornou uma armadilha, os que estavam lá morreram presos no local que julgavam seguro. Mas aqueles que estão em Deus, que fazem Dele o seu baluarte, estarão sempre livres para desfrutar da segurança e descanso que Ele dá (Sl 91.1,2). E conquistarão as fortalezas que surgirem em seus caminhos (Mt 16.18). Seja Deus o nosso lugar seguro!

sábado, 27 de novembro de 2010

UMA ROCHA HABITÁVEL


Nesta última semana ficamos assustados com algo que se assemelha a uma guerra interna em nosso país. Atos de guerrilha estão ocorrendo num determinado estado, mas não em defesa de algum ideal político, e sim para favorecer o crime. As cenas deste combate nos mostram que os moradores dali estão inseguros. Pode ser que alguns estão pensando em se mudar para um lugar mais protegido. Mas existirá um abrigo absolutamente garantido?

A Bíblia nos afirma que Deus é o lugar seguro para habitar. Ela usa várias figuras para expressar esta verdade, uma destas metáforas compara Deus a uma rocha. Na língua original do Antigo Testamento duas palavras foram utilizadas para comunicar esta idéia: “rochedo” e “rocha”, usadas de forma paralela e intercambiável (Dt 32.13; Sl 71.3).

O rochedo era uma fenda na rocha, onde alguém poderia ficar escondido. A rocha era o material pedregoso do qual as montanhas eram feitas, por isso indicava um lugar alto e firme. Nas versões em português também foram traduzidas por “penha”, “penhasco”, “pedra”, “pederneira”, “castelo”, etc. Outras vezes uma destas palavras foi simplesmente transliterada como “sela” (Jz 1.36).

Habitar num lugar assim era ter uma residência durável, pois ficava acima dos perigos (Num 24.21). Alguém ameaçado fugia para uma rocha, onde poderia encontrar segurança (Jz 20.47; Is 2.10,19). Sansão e Davi usaram uma rocha como esconderijo (Jz 15.8; 1 Cr 11.15). Ter os pés num rochedo era estar firme e bem fixado, sem possibilidade de cair (Sl 40.2). Estar sob um rochedo era ter sombra contra o calor inclemente que poderia queimar e matar de sede (Is 32.2). Para não ser consumido pela glória de Deus, Moisés foi colocado na fenda de uma rocha (Ex 33.21,22). Algo gravado na rocha teria caráter permanente (Jó 19.24). Por causa disso o rochedo se tornou símbolo de segurança, permanência e constância.

Várias vezes Deus foi considerado um rochedo para os que confiavam Nele (Dt 32.4,15; Sl 18.2; 31.3; 49.2). Esta Rocha era o lugar de salvação para os ameaçados pelos perigos da vida, tanto físicos como espirituais, por isso Deus era chamado de “Rocha da nossa salvação”, ou “Rocha que salva” (Dt 32.15; Sl 18.46). Os outros povos também tinham suas rochas para se proteger, mas a Rocha de Israel era incomparável (Dt 32.31; 1 Sm 2.2; Sl 18.31; 62.2,6,7; Is 44.8). Uma rocha digna de confiança (Is 26.4)

Esta Rocha é alta demais para que o homem a alcance sozinho, ele precisa clamar a Deus, pois só Ele pode nos colocar lá (Sl 73.26). Por isso, nos momentos de adversidade, abatimento, fraqueza e fragilidade, Deus era buscado como Rocha, como lugar de segurança e proteção (Sl 27.5, 28.1; 61.2). Para o salmista Deus seria uma “Rocha habitável”, isto é um lugar seguro onde ele pudesse morar, e assim ele não se decepcionaria (Sl 71.1-3), um rochedo no qual poderia se abrigar (Sl 94.22), uma Rocha que lhe ensina a enfrentar as batalhas desta vida (Sl 144.1). O rei Davi mesmo se protegendo de Saul num rochedo (1 Sm 23.25), disse que somente Deus era a sua Rocha segura (2 Sm 22.2,3,32,47).

Deus é motivo de segurança para aqueles que procuram o bem, obedecem a Ele e recusam o mal. Estes terão os altos rochedos como refúgio (Is 33.15,16). Mas as pessoas que resolvem confiar nos seus próprios recursos, e recusam se voltar para Deus, no momento do perigo, ficarão cegas pelo medo, e não encontrarão em Deus o rochedo seguro, como aconteceu Assíria (Is 31.9). Sem Deus, nenhum rochedo nos salva dos perigos, pelo contrário, pode ocasionar uma sensação orgulhosa, que acarreta numa falsa segurança (Jr 49.16; 51.25; Obadias 1.3).

A ilustração de Deus como rocha transmite a idéia de que Ele é o lugar onde podemos ficar seguros e firmes. Onde podemos nos manter de pé, sem escorregar nas armadilhas pecaminosas da vida. Onde podemos estar edificados de maneira a não cair diante das tempestuosas pressões do mundo. Mesmo se não enfrentarmos os eventos que estão ocorrendo no Rio de Janeiro, sempre enfrentaremos perigos mortais. Nossa vida é extremamente frágil e insegura. Só em Deus há segurança. Confie Nele, clame a Ele para ser sua Rocha habitável.

sábado, 13 de novembro de 2010

O Jejum e a glória de Deus 7ª Mensagem


Deus tem um alvo para a vida de seus filhos: que eles se tornem semelhantes a Jesus (Rm 8.29; Ef 4.11-13). Deus nos criou a Sua imagem e semelhança. O pecado tem corrompido esta imagem , mas o alvo de Deus é que ela seja plenamente restaurada em nós. Ser semelhante a Jesus é ser santo. Então o alvo de Deus para as nossas vidas é que sejamos santos. Várias vezes Ele nos chama para sermos santos como Ele é santo, isto é para sermos conforme a Sua imagem (Lv 11.44; 19.2; 20.26, etc).

A santidade é um produto da ação graciosa de Deus, mas esta graça atua através de nós. Podemos comparar à agricultura. Para que uma lavoura produza é preciso que haja chuva e sol na medida certa, sem isso o trabalho do lavrador é vão. E a chuva e o sol não dependem do lavrador, mas de Deus. Mas, se houver sol e chuva na medida certa, mas o lavrador não tiver preparado o campo, plantado no tempo certo, e cuidado do campo, também não haverá produção. Logo o lavrador precisa preparar o campo, plantar corretamente, e cuidar do plantio, dependendo da chuva e do sol que Deus manda, para que com esta atividade confluente a lavoura produza. Da mesma forma a santidade. Deus dispõe os meios, e atua com o esforço humano para que a santidade se concretize.

Deus usa a disciplina para nos conduzir à santidade (Hb 12.10). Uma das disciplinas que Ele usa é o Jejum. E esse é o jejum que glorifica a Deus, o jejum que produz santidade.

O jejum que trás glória ao nome de Deus é um jejum que produz santidade em nossa vida. O texto de Is 58.1-12 nos revela esta verdade.

Com esta sétima mensagem concluímos a série de pregações sobre o Jejum e a glória de Deus. clique no link a seguir, e procure o título O Jejum e a Glória de Deus 7.mp3, e ouça a pregação.

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

EU ERA FELIZ E NÃO SABIA


“Eu era feliz e não sabia” é uma frase muito conhecida e pronunciada. Ela faz parte de uma música de Ataulfo Alves, na qual ele relembra seus tempos de criança com muita saudade. Diz que daria tudo que tivesse para voltar àqueles tempos. Fala de sua infância na pequena Miraí, da professora que lhe ensinou o bê a bá, de Mariazinha, seu primeiro amor, dos amigos, das travessuras, jogos, etc. E termina dizendo: Eu era feliz e não sabia.

Apesar de algumas pessoas não terem saudade de sua infância, creio que a maioria já teve a experiência de perceber que a felicidade passou, mas você não a viu. Só restou a notícia de sua presença, mas já foi embora, e você a perdeu. Penso que, especialmente os mais vividos, já tiveram a sensação da felicidade tardia, isto é, só perceberam que a felicidade tinha estado em sua companhia, depois que ela havia partido.

De fato, o que se desfruta nesse caso, não é a felicidade, mas a saudade de algo não usufruído. O que se sente é o anseio por um tempo perdido, que deixou o gosto amargo de frustração, porque não foi aproveitado. Como uma comida, que nos é oferecida e recusamos, então percebemos que era muito gostosa, mas agora ficou somente o cheiro e a louça suja. Seria como visitar um lugar, mas ter a desviada para outras coisas, e depois que sair de lá, descobrir que o local era prazeroso, mas agora só o contemplamos nas fotos e cartões postais.

É semelhante a conhecer uma pessoa, que só notamos o quanto sua companhia era agradável, depois que ela se ausentou. Como receber um aviso e não fazer caso dele, e só depois de colher as conseqüências da desatenção, é que se percebe o quanto era importante. Pode ainda ser como um sorriso, que passou despercebido, e que só notou que era para você, depois dele ter fenecido no rosto de quem o deu. Ou como um gesto carinhoso, que foi desprezado, ou nem notado, e mais tarde sentimos que ele era o remédio para nossa carência.

Isto demonstra que para desfrutar a felicidade é necessário tanto que ela se apresente, mas que também se esteja pronto para reconhecê-la e apreciá-la. Se não houver em nós a capacidade para ver e desfrutar a felicidade, sempre estaremos atrasados para sermos felizes. A felicidade sempre será o ônibus que não tomamos porque não reconhecemos que ele nos levaria para um lugar feliz, e agora, depois que ele saiu, vemos os passageiros sorrindo e nos dando tchau! Se não soubermos o que é ser feliz, e não apreciarmos onde a felicidade está, iremos cantar com tristeza eterna: Eu era feliz e não sabia.

A Bíblia nos mostra o que é a felicidade e como encontrá-la. As passagens onde aparece a expressão “Bem-aventurado” são placas de indicação de onde está a felicidade. Estudando-as com atenção você irá ver que a felicidade está em ser perdoado por Deus (Sl 32); em ser justificado por Deus (Romanos 4); em ter fé em Deus (João 20); em ter esperança em Deus (Salmo 40); em ter comunhão com Deus (Sl 80), em meditar na Palavra de Deus (Salmo 1), e assim assim por diante. Busque a felicidade em Deus, e aceite a felicidade que Deus lhe oferece.

sábado, 23 de outubro de 2010

O Jejum e a Glória de Deus 6


Qual deveria ser o maior desejo de uma noiva, cujo noivo se ausentou para um lugar distante? Com certeza a volta do noivo. Pode até ser que a saudade e o anseio pela volta do noivo deixe a noiva sem vontade de comer. O desejo por ter seu noivo de volta supera a vontade de se alimentar. A saudade se torna seu alimento.

A Igreja é uma noiva esperando a volta do Noivo, o Senhor Jesus Cristo. É uma das maneiras dela manifestar anseio pela volta deste Noivo é a prática do Jejum.

Se você tem acompanhado as mensagens sobre o jejum, você já ouviu que o jejum é a abstinência de qualquer prazer lícito (comida, sono, televisão ou outro hobby e passatempo qualquer) com finalidades espirituais. E que a prática do jejum glorifica a Deus quando:

- é uma expressão de arrependimento. Tristeza por haver ofendido a Pessoa que mais nos ama, e que mais devemos amar. É o afligir a alma (Exemplo do rei Acabe).

- é fruto de um intenso envolvimento na obra de Deus. Exemplos de Moisés; Daniel; Esdras.

- é resultado de uma necessidade intensa que me leva a buscar a Deus. Exemplo de Davi; Daniel (no cap. 10, buscando um entendimento da Palavra de Deus); a exortação de Jesus sobre a luta contra os demônios; e pelo avanço da obra de Cristo.

- quando feito buscando a aprovação de Deus e não o reconhecimento dos homens.

- quando manifesta nossa dependência de Deus. Conforme Jesus ensinou que nem só de pão vive o homem.

- quando testemunha a chegada do Reino de Deus. (Lc 5.33-39)

E nesta sexta mensagem veremos que o Jejum glorifica a Deus quando manifesta nossa ansiedade pela volta de Cristo.

A Igreja vive um intervalo entre a chegada do Reino e sua consumação, entre o Noivado e a consumação do casamento. Neste meio o tempo o jejum deve manifestar uma alegria porque o Reino já veio, e uma saudade porque ele ainda não se consumou. E manifestamos isso também com o jejum.

Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que jejuamos nós, e os fariseus muitas vezes, e teus discípulos não jejuam?

Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar. (Mt 9.14,15).

Clique no link a seguir e escute a mensagem O JEJUM E A GLÓRIA DE DEUS 6,

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sábado, 9 de outubro de 2010

UM REMÉDIO CONTRA OS MEDOS, ANGÚSTIAS E OUTROS MALES.


Numa das leituras preparatórias para a Escola Dominical deparei-me com um autor que receitou o salmo 23 para um senhor que estava tenso e nervoso por conta de seu sucesso no trabalho. A receita era ler o salmo cinco vezes ao dia durante sete dias. A leitura deveria ser acompanha de oração e meditação, embebendo-se com o salmo.

Para o autor o nosso pensar dirige o modo como somos. Se modificarmos o modo de pensar, mudaremos nosso jeito de ser e sentir. Logo, se alguém interioriza o salmo 23, deixará de lado a tensão e o nervosismo, pois confiará que o Pastor cuida de tudo e nada deixa faltar.

Mas, tem o pensamento este poder de determinar meu modo de ser? O que a Bíblia diz sobre isto?

Em Provérbios 23.7 diz que o homem invejoso é tal qual os seus pensamentos, por isso não se deve confiar nele. Isto indica que o pensamento forma a pessoa.

A mesma verdade aparece em Romanos 12.2. Ali temos a ordem de não sermos moldados pelo pensar deste mundo, mas sermos transformados pela renovação da mente. Isto é, um novo modo de pensar trará a transformação da nossa vida, só assim poderemos experimentar o fato de que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Mais uma vez a Bíblia indica que o meu pensar determina o que sou e como ajo. Se meu modo de pensar é o do mundo, eu irei agir e sentir como alguém do mundo. Mas, se deixo que meu modo de pensar seja o de Deus, eu irei agir e sentir como Deus quer que eu aja.

Outra evidência bíblica do poder do pensamento em moldar o que sou aparece no uso da palavra meditar. A meditação na palavra de Deus fazia a diferença entre o homem bem aventurado e o ímpio (Salmo 1). Era a meditação na Lei do Senhor que daria a Josué a capacidade de obedecer a Deus e assim ser bem sucedido (Josué 1.8). O salmista Asafe testemunha como seus sentimentos mudaram da perplexidade para o ânimo por conta de sua meditação nos feitos de Deus (Salmo 77). Os termos que foram traduzidos por meditar neste salmo de Asafe indicam uma atividade de repassar na sua mente o assunto (refletir, falar consigo mesmo), ou ainda falar baixo, planejar, pensar.

Com certeza nossos pensamentos moldam o que somos. Agimos por conta daquilo que pensamos. Você pode comprovar isto em sua vida. Quando pensamos mal de uma pessoa, isso afetará nossa maneira de agir com ela, iremos tratá-la com má vontade. Se você começa a pensar que algo de ruim pode acontecer numa determinada situação, começa a ficar preocupado e com medo, mesmo antes da situação surgir.

Quando medito no Salmo 23 as verdades do salmo irão determinar o modo como me comporto diante da vida. Para um pouco em cada dia e reconhecer que há alguém que cuida de mim e que nada deixará faltar, há de curar-me da ansiedade, do medo, da intranqüilidade, tensão, nervosismos, etc.

Que tal tomar a receita dada pelo autor?

Leia o salmo 23 com muita atenção. Depois leia meditando, isto é, refletindo em tudo que é declarado nele. Pense em como cada uma daquelas promessas pode ser aplicada em aspectos específicos de sua vida. Exemplo: se você se sente ameaçado por alguma situação, diga assim: mesmo que eu ande pelo vale da sombra da morte, O senhor estará comigo. Se você está precisando tomar alguma decisão, diga: O Senhor me guia pelas veredas da justiça, por amor do Seu nome.

Depois destas duas leituras faça mais uma leitura orando. Reafirmando para o próprio Senhor o que o Salmo diz. Seria assim: Senhor, eu sei que Tu és o meu Pastor, que o Senhor cuida de mim, e não vai deixar faltar nada que eu preciso. Continue recitando para o Senhor cada frase do salmo.

Cada vez que fizer as verdades do salmo se fixarão em sua mente. Durante o dia, quando as dificuldades surgirem, estas verdades serão ativadas pelo Espírito Santo, e você confiará cada vez mais no Pastor do Salmo.

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...