quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

COMEÇANDO O DIA COM A MENTE CONCENTRADA


Concentrar é o ato de fazer convergir para um centro ou reunir num só lugar coisas ou pessoas. Quando aplicada à mente significa reunir todos os nossos sentidos e energias para um único centro de atenção. Concentrar é algo difícil, exige disciplina. Especialmente no mundo moderno, onde nossa atenção é convocada para vários lugares. Em alguns momentos gostaríamos de ter mais olhos, mais ouvidos, mais mãos, e acima de tudo mais do que uma mente. Mas, como não temos, precisamos escolher para qual centro vai nossa atenção.

A falta de concentração causa-nos transtornos, e algumas vezes, prejuízos. Podemos esbarrar nas pessoas, tropeçar em objetos, falhar ao cumprir as ordens, etc., por não estarmos concentrados. Nossa incapacidade de lembrar é porque faltou concentração na hora de aprender. Acidentes podem ocorrer por desconcentração. Às vezes temos que fazer uma coisa mais de uma vez simplesmente porque não estávamos concentrados quando fizemos pela primeira vez, reler um parágrafo ou voltar a página de um livro é um exemplo.

No caminhar com Deus também precisamos de concentração. Neste terceiro artigo sobre como começar bem cada dia de 2011, vamos falar sobre a concentração, ou melhor, o pedido para que Deus nos dê uma mente concentrada. A base deste pedido está no Salmo 86.11: Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome.

O salmo é uma oração, na qual o servo do SENHOR clama pelo socorro de Deus, pois ele se encontra numa situação de adversidade, provocada por inimigos que não temem a Deus. Além de clamar ele confessa sua confiança na misericórdia e grandeza incomparável de Deus. Só que ele não quer apenas ser salvo dos inimigos externos. Há um inimigo interior, seu próprio coração, que precisa da ação de Deus, pois de nada adiante ser salvo dos perigos externos, se formos deixados a mercê de nossa vontade inconstante e distraída.

Por isso ele pede que o Senhor o ensine, para que ele viva nos caminhos verdadeiros de Deus, e roga por um coração disposto para temer o SENHOR. O termo traduzido como “dispõe” ou “une” em nossas versões, traz a idéia de “ajuntar”; “unir-se a um agrupamento”, “reunir” (Gn 49.6; Is 14.20), ou “estar inteiro”, não quebrado (traduzido “incólume” no Sl 141.10). A versão grega do Antigo Testamento usou um termo que indica algo fixo e imóvel, como o navio encalhado na praia (At 27.40).

Podemos entender que o salmista está pedindo que Deus lhe dê um coração inteiro, não dividido, mas íntegro, um coração voltado para um só centro. Ele quer que todas as suas afeições sejam unidas num só propósito, que sua atenção tenha uma determinação exclusiva. Que ele tenha apenas um foco, voltado fixamente para um só centro. E este centro é o temor de Deus.

“Temor” é usado na Bíblia para expressar uma atitude de reverência e respeito; a emoção do medo; o pensamento que prevê o erro; um comportamento correto; e o ato de cultuar. Todos estes usos podem ser aplicados no nosso relacionamento com Deus. Mas o contexto deste versículo indica que o salmista está se referindo a uma atitude de um respeito saudável diante de Deus, que leva à obediência aos mandamentos dEle (Ex 20.20). Este temor é o que torna uma pessoa sábia (Pv 1.7), tal qual aquela que por ter visto os perigos da eletricidade, procura os modos adequados de lidar com ela.

Esta oração é necessária, pois o desejo de obedecer a Deus não é natural ao nosso coração pecaminoso (Rm 3.12). Além disso, enfrentamos a tentação de deixar que os cuidados, riquezas e prazeres da vida, e os demais desejos, concorram com a Palavra, e assim nos distraiam, amontoando-se em nossa mente, tomando nossa atenção e assim sufocando e tornando a Palavra infrutífera (Mc 4.19; Lc 8.14).

Muitas vezes nosso coração está partido, nossa mente dividida entre muitas atenções. Quantas coisas para fazer, quantas preocupações, mas também muitas atrações, muitos medos, temores, tentações, desejos, etc. Pegamos a Bíblia para ler, ou nos curvarmos para orar, e após alguns minutos nossa mente está voando em outras direções.

É preciso começar o dia clamando para que Deus nos dê uma disposição firme para manter como alvo fixo em nossa mente o desejo de obedecê-Lo, sem se desviar por causa de ameaças ou recompensas. Que as outras atrações sejam vistas como pouco compensadoras diante do prazer que a obediência a Deus nos traz. Sem concentração, deixando nossa mente distrair com outros centros, não iremos apreciar a Palavra e presença de Deus.

Além de um coração inclinado para Deus, olhos abertos para a Palavra de Deus, peçamos também uma mente concentrada em obedecer a Deus.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

AOS GUARDADOS


PARA OUVIR E MEDITAR
O que você costuma guardar? Todos nós guardamos algumas coisas. Alguns guardam dinheiro, outros boas lembranças, outros mágoas, ainda outros chaveiros, etc.

Este guardar exige algo de nós. Investimos tempo, espaço, dinheiro, esforço, desgaste emocional, etc., no ato de guardar alguma coisa.

Isto acontece porque guardamos o que valorizamos. Quando conservamos alguma coisa é porque consideramos que aquilo é de valor para nós. Ninguém guarda o que não tem valor para ele.

Mas além de guardar, também somos guardados. Nem sempre gostamos de ser guardados. Algumas vezes consideramos a proteção como uma limitação. Tal como a criança que os pais ficam segurando a mão para ela não se perder, mas ele grita querendo se ver livre para correr. Já outras vezes clamamos por alguém para nos guardar. Quando estamos num lugar perigoso, achamos que a proteção é extremamente valiosa.

Deus nos guarda. Talvez você pergunte: De que Ele me guarda? Para que Ele me guarda? Como Ele me guarda? Acesse o link abaixo, e na pasta Pregações no livro de Judas, você poderá ouvir a mensagem Aos Guardados, com as respostas a estas perguntas.

http://ww.4shared.com/dir/16177118/dda5c17d/sharing.html

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

COMEÇANDO O DIA COM OS OLHOS BEM ABERTOS


Nosso primeiro ato ao acordar é abrir os olhos, geralmente. Algumas vezes não é assim. Pode acontecer de não termos dormido bem, então levantamos e fazemos algumas coisas com os olhos ainda quase fechados. Outras vezes eles até ficam abertos, mas a mente continua dormindo. Os resultados de se começar um dia assim não são agradáveis. Podemos tropeçar, realizar ações trocadas (colocar o creme de barbear na escova de dentes), esquecer o que devemos fazer, não entender o que nos dizem, etc.

Sempre é bom começar o dia com os olhos bem abertos. Mas há outros olhos que precisam ser abertos no início do dia: os olhos para ver as maravilhas da Palavra de Deus. Se os olhos físicos podem ficar plenamente despertos com um pouco de água fria no rosto, nossos olhos espirituais dependem da graça de Deus para abri-los. Este é o segundo pedido que devemos fazer para iniciar bem nosso dia (continuando nossa meditação anterior).

O Salmo 119.18 nos ensina a pedir: Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei.

“Desvendar” quer dizer tirar a venda. Foi usado nas Escrituras para referir-se a alguém que se desnudava, isto é, mostrava seu corpo; também quando contava um segredo, ou informava as pessoas de uma notícia (Gn 9.21; Pv 11.13; Et 3.14); e ainda para um texto que ficava aberto e disponível para quem quisesse ler (Jr 32.11,14) . Outro uso do termo foi para se referir a ação de Deus em se revelar aos homens (Gn 35.7; Am 3.7).

No salmo 119 é pedido que Deus desnude nossos olhos, e mostre sua revelação a nós, conte-nos abertamente a Sua verdade. Isto para contemplar as maravilhas da lei de Deus. “Contemplar” além de indicar o ato físico de ver, inclui o observar com interesse, de modo atento, procurando enxergar com aquilo que numa olhada superficial não é percebido. Nos versos 6 e 15 do mesmo salmo ele já havia usado a palavra com a idéia de mostrar consideração e respeito. O salmista está pedindo que Deus abra os seus olhos para que ele possa com atenção, apreço, ter o desejo de valorizar e obedecer ver a Palavra de Deus.

“Maravilhas” é uma palavra que de maneira predominante refere-se aos atos de Deus, sejam os cósmicos, ou os históricos. Mas também indica algo que está além das capacidades humanas, que é insolúvel ao intelecto humano. A Palavra de Deus contém as maravilhas de Deus, ela mesma já uma maravilha de Deus. Muitas vezes nós vivemos ou passamos por locais belíssimos, mas a pressa, a preocupação com outras coisas, distrações, etc., nos impedem de ver as belezas daquela paisagem. Assim também com a Palavra de Deus. Ela está cheia de maravilhas, mas quantas vezes a lemos e a ouvimos e não enxergamos estas belezas. É como se fosse mais um livro, mais uma leitura, mas uma informação a ser descartada, entre muitas!

Isto ocorre porque os pensamentos de Deus estão muito além dos nossos (Sl 139.6), são maravilhosos demais. Os olhos comuns não conseguem ver as maravilhas que Deus tem preparado para os que o amam (1 Co 2.9). Nós estamos cegos para estas verdades.

Esta cegueira é causada por uma ação de Satanás (2 Co 4.4), usando como ponte nosso desejo pecaminoso. Tal como crianças que brincam de cabra-cega, nossos olhos estão vendados com o pecado da ambição (Ex 23.8; Dt 16.19); da rejeição à Palavra (Is 6.10; compare com Dt 28.15,28s); de um coração endurecido (Mc 8.17,18); e do adultério (2 Pd 2.14).

Como pessoas que andam na escuridão, estamos tateando em meio às trevas do ódio e do rancor (1 Jo 2.11); da incapacidade de entender e aplicar corretamente a revelação de Deus (Mt 23.16,17,19,24,26); e da falta de percepção de que, além da realidade visível deste mundo, há uma invisível e mais importante (Mt 15.14).

Iguais a desatentos que não percebem os perigos do trânsito, estamos distraídos pelo desânimo, pela frustração e pelas falsas expectativas quanto ao plano de Deus (Lc 24.16); pela falta de diligência e aplicação em desenvolver o caráter cristão (2 Pd 1.5-9). Mesmo uma igreja pode se concentrar tanto nos valores deste mundo, que fica cega para as verdades mais valiosas e eternas (Ap 3.17).

Só uma ação de Deus pode tirar estas vendas dos nossos olhos e afastar-nos da escuridão, acendendo a Sua luz em nossa vida. A maneira como Ele faz isso é pela exposição de Sua palavra (Lc 24.27,31; At 26.18). Esta iluminação nos fará ver as riquezas maravilhosas do plano de Deus (Ef 1.18)

Nossos olhos são de extrema importância. São eles que iluminam minha vida. Jesus disse que aquilo no que eu concentro os meus olhos determina minha vida (Mt 6.22,23). Comece seu dia, com a Bíblia na mão, clamando a Deus para abrir seus olhos, de modo que possa ver as maravilhas da Palavra Dele. E assim todo seu dia será iluminado.

Enquanto Oh Salvador, teu livro eu ler, Meu olhos vem abrir pois quero ver

Da mera letra além a Ti Senhor, eu Venho a ti Jesus Meu salvador.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

PARA INICIAR BEM CADA DIA DE 2011

Por estar viajando não pude desejar meus votos de um feliz 2011, logo no dia primeiro, portanto faço isso agora. Gostaria de que eles fossem acompanhados de umas dicas para que cada dia deste ano comece com um profundo senso de satisfação em Deus. Elas me foram passadas no livro QUANDO NÃO DESEJO DEUS, de John Piper. De fato, estas dicas são pedidos de oração que se encontram nas Escrituras. Hoje compartilho o primeiro, depois virão os outros.

Este primeiro pedido é para que Deus incline nosso coração para Sua Palavra: Inclina-me o coração aos teus testemunhos e não à cobiça (Salmo 119.36). A palavra “inclinar” em seu sentido primário traz a idéia de se dirigir ou deixar-se levar para algum lugar ou para alguém. Quando se refere ao coração, ela tem o sentido figurado de “ter o desejo por” ou “ter a disposição de” fazer algo ou seguir alguém (1 Sm 14.7;Jz 9.3), indicando uma tomada de decisão de fixar a mente em algo. A oração do salmista pede que Deus faça com que ele decida-se por desejar a Palavra de Deus, e tenha disposição de segui-la.

Nosso coração sempre amanhecerá inclinado a algo, ele nunca está neutro. O homem sempre tem algum alvo em mente. O esforço e o empenho fazem parte de sua natureza. Deve procurar possuir, e deve se comprometer com algo (NDITNT, vol 3, pg.153). Nosso modo de pensar irá refletir nossa natureza. Nossos desejos e empenho mostram o que de fato somos. Esta inclinação irá dirigir todos os aspectos de nossa vida, e também determinará nosso destino (Romanos 8.5-7).

Por causa de nossa natureza pecaminosa, a inclinação comum é para mal, que nas palavras do salmista é ilustrado pela cobiça, desejo de adquirir bens por modos pecaminosos. Estes bens podem ser riquezas, fama, posição, etc. Nas palavras de Romanos 8.6,7, nossa carne não está sob a lei de Deus, e nem tem o poder de estar. Quando ela dirige nossa vida, nossa mente irá se fixar no que é pecaminoso, isto nos coloca em inimizade contra Deus, e resultará na nossa morte.

Temos um coração propenso para a idolatria (Josué 24.23), a qual nos engana a ponto de não percebermos como sua prática é insensata (Isaías 44.40, “inclinar” foi traduzido como “iludir”). Ele também é inclinado à sedução do sexo sem o compromisso do casamento (Pv 7.21, “inclinar”, traduzido como “seduzir”), ou para companhias de pessoas más. Por isso o salmista também nos ensina a pedir que Deus não deixe o nosso coração se inclinar para o mal: Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias (Sl 141.4).

Esta inclinação má nos acompanha em toda nossa vida, só no céu estaremos completamente livres dela. Mesmo na velhice corremos o risco de se inclinar para agradar outros amores que pervertem o nosso coração (1 Reis 11.2,3,4,9 nestes versos o termo “inclinar” é traduzido como “perverter” e “desviar”). Por isso esta oração deve ser constante e diária, para que tal como o salmista possamos inclinar nosso coração para guardar as palavras de Deus para sempre, até ao fim (Salmo 119.112, “inclino” foi traduzido “induzo”)

A presença de Deus é necessária para fazer com que nosso coração O deseje: O SENHOR, nosso Deus, seja conosco, assim como foi com nossos pais; não nos desampare e não nos deixe; a fim de que a si incline o nosso coração, para andarmos em todos os seus caminhos e guardarmos os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, que ordenou a nossos pais. (1 Reis 8.57,58).

Nossos primeiros pensamentos afetam o resto do nosso dia, portanto comecemos o dia, pedindo que Deus incline nosso coração para Sua Palavra. Que esta oração lhe traga vida e paz em todos os dias de 2011 (Romanos 8.6).

sábado, 25 de dezembro de 2010

SUPREMOS VOTOS DE FELIZ NATAL


Um dos significados para a palavra “voto” é expectativa ou desejo íntimo, e sua manifestação”. Isto quer dizer que quando expressamos nossos votos a alguém, estamos manifestando o que sinceramente esperamos que aconteça na vida daquela pessoa. É comum na época do Natal desejarmos um “Feliz Natal” às pessoas que nos rodeiam. Às vezes estamos apenas cumprindo uma formalidade, mas em outras estamos sendo sinceros e expressando nosso desejo e esperança de que elas tenham um natal feliz.

Mas o que este voto de fato quer dizer? Estamos apenas desejando que elas desfrutem de felicidade no dia do natal? Que as comemorações do natal sejam alegres? Penso que a maioria de nós está esperando mais do que isso. Queremos que estas pessoas sejam felizes não apenas nesse dia, mas durante toda a sua vida. Outras características do Natal comprovam isso.

Presentes são uma das marcas do Natal. Quando presenteamos estamos demonstrando nosso desejo de tornar as pessoas mais felizes através de nossa doação. No Natal também temos as confraternizações, com elas está o desejo de desfrutar de uma comunhão e amizades alegres, e assim expressamos que somos felizes com aquelas pessoas. Comida e bebida são outras marcas do Natal, elas manifestam fartura, e estar farto é outro ingrediente da felicidade, já que escassez tende a roubar a alegria. A iluminação é um dos aspectos favoritos nas decorações natalinas, e a luz é símbolo de alegria, estar iluminado é estar feliz. No Natal queremos a paz, pois sem ela ninguém é feliz, já que guerras, contendas e inimizades tornam as pessoas tristes. Enfim, o Natal é um tempo de festas, e só festejamos o que nos alegra, só celebramos o que nos faz felizes.

Todos estes aspectos são apropriados ao Natal. Pois no primeiro Natal, Deus nos deu o maior Presente: o Seu Filho, Jesus Cristo, para ser o nosso Salvador (João 3.16). No primeiro Natal ocorreu a maior Confraternização da história: Deus tornou-se homem, divindade e humanidade foram unidas numa só Pessoa, Jesus Cristo, o Deus-homem (Jo 1.14). Por isso o nome de Emanuel, Deus conosco (Mateus 1.23), sendo Ele foi habilitado para ser o Único Mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5). Também naquele primeiro Natal o Pão da Vida e a Água da Vida foram enviados do Céu, para matar a nossa fome e sede espiritual, saciando-nos por toda a eternidade, através de Jesus Cristo (João 6.35). A Luz veio ao mundo no primeiro Natal, para iluminar os que estavam nas trevas, salvando da escuridão do pecado e das trevas da condenação (João 8.12). O Natal foi a ação divina para enviar ao mundo o Príncipe da Paz, trazendo a paz aos homens sobre os quais Deus havia manifestado o Seu favor (Isaías 9.6,7; Efésios 2.14). Os céus fizeram Festa naquele primeiro Natal, e proclamaram as notícias de grande alegria, pois o Salvador havia nascido, trazendo glória a Deus, e alegria aos homens (Lucas 2.13,14).

Por isso, nossos votos são que neste Natal:

- você receba o SUPREMO presente, Jesus Cristo, e assim se torne um Filho de Deus (João 1.12). Este presente é supremo, pois é apenas com Ele que os outros presentes ganham sentido, e somente este Presente apaga o nosso passado, e garante o nosso futuro.

- você participe da SUPREMA CONFRATERNIZAÇÃO, a comunhão com Deus através de Jesus. Esta comunhão é suprema, pois foi Jesus que nos aproximou de Deus, dando-nos acesso ao Pai através do Espírito Santo, e fez de nós membros da família de Deus (Efésios 2.12,13,18,19). Sem esta comunhão nenhuma outra confraternização vale à pena (1 João 1.3,7).

- você se alimente do SUPREMO ALIMENTO o Pão da Vida (João 6.48). Este alimento é supremo, pois todos os outros perecem, menos esse, que foi o que desceu do céu e dá vida ao mundo, quem Dele se alimenta não morrerá eternamente (João 6.27,33, 48-51).

-você prove da SUPREMA BEBIDA, que vem da Videira Verdadeira, o sacrifício de Cristo, que dá vida eterna (João 15.1;6.56). Esta bebida é suprema, pois todas as outras não saciam para sempre, mas Jesus torna-se uma fonte que jorra para a vida eterna (João 4.10,13,14).

- você caminhe na SUPREMA LUZ, enviada ao mundo para salvar você (João 8.12). Esta Luz é suprema, pois todas as outras luzes dependem dela (João 1.9), quem crê Nele não fica nas trevas (João 12.46)

- você desfrute da SUPREMA PAZ, aquela que se tem com Deus, através de Jesus. Esta paz é suprema porque afasta de nós toda a condenação (Romanos 5.1), e nos reconcilia com Deus (1 Co 5.19).

- você participe da SUPREMA FESTA, aquela que começa no céu quando um pecador se arrepende (Lucas 15.7,10). Esta festa é suprema porque se perpetuará por toda a eternidade no Reino de Deus (Mateus 8.11).

Pois só assim os votos de Feliz Natal serão transformados num natal feliz.


sábado, 18 de dezembro de 2010

DEUS É NOSSO ESCUDO


Uma das preocupações mais agudas que os pais têm com os filhos é a da segurança. Tememos pelo que pode acontecer com eles diante da violência que se agiganta em nossos tempos. Conheço pais, que só conseguem dormir quando todos os filhos já têm chagado em casa. Uma mãe me contou que , quando seu filho viaja de moto, ela passa o dia doente. Quando escrevia este artigo recebi um telefone informando que o filho de uma irmã foi baleado. Ah! Se pudéssemos construir um escudo em torno de nossos filhos, para deixá-los totalmente protegidos quando atravessassem as ruas movimentadas, quando se encontrassem com pessoas violentas e mal intencionadas, etc. Só que não temos este poder. Mas há alguém que é um Escudo em torno de seus filhos.

Hoje o escudo é usado pelos policiais, como identificação de alguma marca, ou como emblema de uma equipe esportiva. Mas, antes do uso da pólvora, era uma arma extremamente importante nas guerras. No Antigo Testamento havia dois tipos de escudo: um menor e mais comum, redondo, que era usado pela infantaria ligeira e pelos oficiais, e outro retangular que cobria toda a parte da frente do corpo (Dic. Int. Teol do AT, pg. 279). Nossas versões não foram uniformes na tradução das palavras que descrevem estas armas, os termos “escudo” “pavês” e “broquel” foram usados para expressar a idéia.

Os crentes dos tempos bíblicos usaram o escudo como uma das imagens para indicar a proteção que Deus é para o Seu povo. O próprio Deus falou que era o Escudo contra os perigos da vida. Em Gn 15.1, após Abrão voltar da guerra contra quatro reis, libertando seu sobrinho Ló, Deus se dirige a ele e lhe diz para não temer, pois Ele mesmo era o seu escudo. O termo traduzido como “escudo” tem a mesma raiz do verbo traduzido como “entregar” em 14.20, quando o sacerdote Melquisedeque menciona que o Deus Altíssimo entregou (ou libertou) os inimigos de Abrão. A vitória naquela guerra, com a conseqüente libertação do sobrinho de Abrão, havia sido obra de Deus, que é escudo.

Não sabemos a razão do medo de Abrão. Poderia ser que estivesse sentindo-se ameaçado por retaliações dos quatro reis. Ou ainda, estivesse temendo pelo futuro, já que ainda não tinha filhos, e seu sobrinho continuava distante, em Sodoma. Independente da razão de seu medo, Deus lhe tranqüiliza. Deus garante que é o seu escudo, aquele que estaria lhe protegendo tanto dos perigos presentes, quanto da ameaça futura de terminar a vida sozinho, sem deixar descendência. Em nossos momentos de apreensão, vamos lembrar que o próprio Deus se coloca como nosso escudo, como Aquele que nos defende dos perigos da vida.

Isto deve ser motivo de felicidade para nós. Foi assim que Moisés abençoou o povo de Israel, fazendo-o lembrar que tinha o Senhor como o escudo para lhe ajudar e socorrer (Dt 33.29). Mas quando este povo escolheu outros deuses para servir, ficou desprotegido, ficou sem escudo (Jz 5.8). Os escudos que os homens produzem, por mais valiosos que sejam, podem ser levados embora, e servir ao inimigo (1 Rs 10.17; 14.26), mas quando Deus é o defensor, o escudo do homem não prevalece (2 Rs 19.32; Sl 76.3), pois Ele é o Dono dos escudos da terra (Sl 47.9)

Davi, um hábil guerreiro, fez questão de proclamar que Deus era o seu escudo (2 Sm 22.3; Sl 18.2,30,35; 28.7; 144.2). Em momentos de intensa aflição, Davi cantava que Deus era o seu escudo: quando teve que fugir por estar sendo perseguido por seu filho (Sl 3.3), quando difamado, nesta mesma fuga (Sl 7.10); quando sua casa foi cercada a mando de Saul, visando matá-lo (Sl 59.11). Em meio a estas enormes ameaças, Davi sabia, dependia da proteção de Deus, que era o seu escudo.

Já que Deus se manifesta como nosso escudo, nós devemos buscar refúgio Nele (2 Sm 22.31), reconhecendo que nossa salvação depende Dele ( 2 Sm 22.36). Devemos esperar Nele (Sl 115.9,10,11), clamando por Ele em nossas aflições (Sl 35.2), e buscando a orientação da Sua Palavra (Sl 119.114), pois nela está a sabedoria que é o nosso escudo (Pv 2.7), e ela é verdade que nos protege (Sl 91.4).

O fato de Deus ser nosso escudo não garante que não passaremos por momentos difíceis, tanto Abraão, como Davi, enfrentaram lutas e dificuldades. Mas o que eles tinham de mais precioso lhe foi protegido e preservado: a vida com Deus. Além dos perigos visíveis, precisamos do escudo da fé contra as ameaças invisíveis, os dardos inflamados do maligno (Ef 6.16). Este é o maior perigo que enfrentamos, a perda da fé. O abandonar a vida com Deus. Precisamos tomar em nossos braços, e mantermos firmes diante de nós a nossa fé, pois é ela quem apaga as flechas com fogo que o inimigo lança sobre nós.

Não temamos, Deus é nosso escudo!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Compartilhando leituras: O contexto de "orar sem cessar"


Perdemos preciosos ensinos da Palavra de Deus por não considerar o contexto das frases.

John Piper, no livro Quando não desejo Deus, levou-me a apreciar com mais gosto a "Orai sem cessar" (1 Ts 5.17), mostrando que ela flui dentro de um contexto de exortações para admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos, ser longânimo com todos. Evitar retribuir o mal com o mal, fazer o bem a todos, alegrar-se sempre, em tudo ser grato. É uma lista de exortações tremendamente difícil de ser cumprida, e que algumas vezes fazemos apenas por obrigação, deixando de lado a alegria e a gratidão.

Citando o livro:

Os "preguiçosos" irritam você; os "desanimados" dependem de você; os "fracos" esgotam você. Contundo, você foi chamado para encorajar, ajudar, ser paciente e não retribuir mal por mal. Em outras palavras, você foi chamado para ter recursos espirituais sólidos, produtivos e sustentadores quando outros são preguiçosos, desanimados e fracos.(Pg . 150)

Como fazer tudo isso, e ainda ser alegre e grato? Onde encontrar forças para isso? ORANDO SEM CESSAR.

O VALOR DE LER LIVROS

                 A tecnologia acelerou significativamente nossas vidas, criando uma demanda por gratificação instantânea.  Essa mudança, ali...