Naturalização é o processo pelo qual
um estrangeiro adquire os direitos atribuídos aos naturais dum país, é uma
mudança de nacionalidade. É possível alguém fazer isto e ainda manter a sua
nacionalidade de origem. É o que fazem os filhos de imigrantes, quando requerem
a nacionalidade da pátria de seus pais, contudo sem perderem a sua. Os cristãos
também são pessoas que mudaram de cidadania, mas não puderam manter as duas
nacionalidades, pois tiveram que renunciar a uma para conservar a outra.

O cristão é um peregrino e
forasteiro neste mundo porque foi naturalizado como cidadão celestial (Ef
2.11-19). Houve uma época em que os
cristãos não tinham a naturalidade celestial, eram estrangeiros em relação ao
povo Deus. Sendo estranhos e inimigos de Deus e Seu reino (Ef 2.11,12; 1 Pd
2.10). Mas a misericórdia de Deus tornou estes cidadãos mundanos, em peregrinos
eleitos para a cidadania celestial (1 Pd 1.1). Isto se deu por causa e através
da morte de Cristo. Esta obra fez a paz, e trouxe aqueles estrangeiros para o
reino de Deus, concedendo-lhes a cidadania celestial, e a capacidade de serem da
família de Deus. Em relação ao Reino de Deus, os cristãos não são mais
peregrinos e estrangeiros (Ef 2.19; 1 Pd 2.9).
Mas o cristão é um peregrino e
forasteiro em relação a este mundo e deve manifestar esta situação com um estilo
de vida de fé perseverante. Este padrão
nos foi dado pelos heróis da fé (Hb 11.9). Eles aceitaram a proposta de Deus
para suas vidas, passaram a viver por fé. Por isso tornaram-se peregrinos,
morando em tendas, que é uma habitação sem alicerces, própria para quem não pretende
permanecer muito tempo em um lugar. Eles não fincaram raízes neste mundo, não
se sentiram em casa nesta terra. Embora fosse a terra da promessa, eles a encararam
como uma terra estrangeira. Não se encantaram com ela. Suas esperanças estavam
em uma cidade que tem alicerces, uma cidade segura para fincar raízes. Eles
esperavam a cidade da qual o projetista e construtor é o próprio Deus.
O cristão deve concentrar seus olhos
e desejos na terra paterna. Os
patriarcas agiram assim (Hb 11.10-16). Abraçaram pela fé as promessas desta
pátria celestial, esperaram e saudaram com ansiedade a chegada do navio que iria
lhes conduzir para o seu verdadeiro lar. Com este modo de vida confessaram que eram
peregrinos neste mundo. Estavam tão concentrados em sua futura pátria que
aspiravam fervorosamente por ela. Não sentiam vontade de voltar para a
anterior, de fato nem se lembravam da terra de onde saíram. Desejavam uma pátria superior, preparada por
Deus.
Ouvi, há algum tempo, notícias de
brasileiros que viajaram para outros países e lá foram maltratados. Por vezes
estes brasileiros viajaram sem a autorização necessária por parte dos
governantes dos países para onde iam, outras vezes, ao que parecia, tudo estava
bem, e mesmo assim não foram bem recebidos. Esta situação ilustra a vida dos
cristãos neste mundo. Eles são peregrinos e forasteiros neste mundo, e por isto
nem sempre serão bem tratados (1 Pd 4.3,4). Os homens deste mundo são caracterizados por
desejos pecaminosos, que os cristãos já haviam tido e realizado. Mas
experimentaram a mudança que Deus operou em suas vidas. Como não navegam mais neste
rio de devassidão, os descrentes os olham como se fossem estrangeiros, ou pessoas
estranhas. E por isso passam a difamar e blasfemar.
Os cristãos são peregrinos dispersos
neste mundo, todavia eleitos para uma vida de obediência e santidade (1 Pd
1.1). Devem se tornar exemplos para os gentios deste mundo. Por isso devem
andar longe destes desejos pecaminosos, que fazem guerra contra nossa alma (1
Pd 2.11,12). Devemos lembrar que chamamos por Pai alguém que julga sem fazer
acepção de pessoas, e por isso devemos ter um comportamento cheio de respeito e
reverência durante nosso tempo de peregrinos neste mundo (1 Pd 1.17).
Você será sempre um peregrino e
forasteiro. Ou será um peregrino e forasteiro para o Reino de Deus, sendo um
cidadão deste mundo. Ou será um peregrino e forasteiro para este mundo, por ter
se tornado um cidadão do reino celestial. Sendo um cidadão do reino de Deus,
você deve ter uma fé perseverante, e uma vida que rejeita os desejos
pecaminosos deste mundo, andando em santidade e obediência a Deus.
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